Mitos e verdades sobre a anomalia do Atlântico Sul

2024-06-06
Juan Pablo VentosoPorPublicado porJuan Pablo Ventoso
Mitos e verdades sobre a anomalia do Atlântico Sul
A comunidade científica analisa a expansão de uma conhecida mas misteriosa anomalia magnética no Atlântico Sul. Do que se trata e como pode nos afetar?



A Anomalia do Atlântico Sul é uma região do Oceano Atlântico onde o campo magnético da Terra é mais fraco do que o esperado. Estende-se da América do Sul ao sudoeste da África e é caracterizada e afeta parte do Brasil, Argentina e Uruguai. É caracterizada por uma diminuição significativa na intensidade do campo magnético em comparação com outras áreas do planeta.


Esta anomalia tem sido objeto de estudo há décadas devido à sua singularidade e à sua possível relação com processos geodinâmicos e geofísicos subjacentes. Mas ultimamente, a comunidade científica está cada vez mais preocupada com o crescente aprofundamento e expansão desta região.


O relatório anual de 2023 do Modelo Magnético Mundial (WMM), elaborado pelos Centros Nacionais de Informação Ambiental (NCEI) e pelo British Geological Survey (BGS), revelou que naquele ano ocorreu uma diminuição da intensidade do campo magnético na superfície foi observado do AMAS, acompanhado por um deslocamento do centro da anomalia em direção oeste em cerca de 20 km.

Incidência da Anomalia do Atlântico Sul (Redes Sociais).

Incidência da Anomalia do Atlântico Sul (Redes Sociais).


A anomalia do Atlântico Sul levantou preocupações porque o enfraquecimento do campo magnético pode afetar os sistemas de navegação por bússola e as leituras dos instrumentos magnéticos utilizados na aviação e na navegação. Além disso, esta anomalia pode ter implicações nas comunicações por satélite e na proteção dos sistemas eletrónicos contra a radiação espacial.

Incidência da Anomalia do Atlântico Sul (Redes Sociais).

Incidência da Anomalia do Atlântico Sul (Redes Sociais).


Em qualquer caso, é também necessário esclarecer que esta anomalia não representa um risco direto para a saúde humana ou para as atividades terrestres diárias. Conforme explicado pelo Epoch Times, o AMAS afeta principalmente a América do Sul, especialmente o Brasil, expondo satélites e sistemas de navegação a níveis elevados de radiação cósmica devido à menor intensidade do campo magnético na região.

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