Adaptação do nosso corpo às mudanças climáticas

2024-06-11
Cecilia MoscuzzaPorPublicado porCecilia Moscuzza
Adaptação do nosso corpo às mudanças climáticas
As mudanças climáticas são uma realidade inegável que está a impactar o nosso planeta em grande escala. Mas será que o nosso corpo também muda para se adaptar a isso?



Tudo indica que as alterações climáticas vieram para ficar. Desde eventos climáticos extremos até mudanças graduais nos padrões climáticos, os seus efeitos estão presentes sempre que relatamos uma onda de calor incomum, inundações graves ou uma onda de tornados. Mas como é que afecta o corpo humano e como se adapta aos novos desafios apresentados pela evolução do clima?


Impacto na saúde humana

As alterações climáticas estão associadas a uma série de problemas de saúde, que vão desde o aumento de doenças transmitidas por vetores até ao stress térmico e à má qualidade do ar.


Por exemplo, o aumento das temperaturas e a humidade mais elevada podem criar condições propícias à proliferação de doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue e o zika. Em nosso país, estamos vendo como esses vírus afetam uma região maior e por mais tempo.


Além disso, eventos climáticos extremos, como ondas de calor prolongadas ou inundações repentinas, podem não apenas causar mortes, mas também afetar a saúde física e mental das pessoas.

O meio ambiente, as mudanças climáticas e o nosso corpo têm uma relação profunda.

O meio ambiente, as mudanças climáticas e o nosso corpo têm uma relação profunda.


Adaptações do nosso corpo

À medida que o clima muda, o corpo humano é submetido a novas tensões e desafios. Mas graças à nossa capacidade evolutiva, conseguimos adaptar-nos a estas mudanças no ambiente e nas condições climáticas. Algumas das maneiras pelas quais nosso corpo se adapta às mudanças climáticas são:



  • Termorregulação: Nosso corpo possui sistemas que nos permitem regular a temperatura interna. Quando enfrentamos temperaturas extremas, suamos para dissipar o calor e resfriar o corpo. Além disso, o corpo pode ajustar a circulação sanguínea para regular a temperatura em diferentes partes do corpo.

  • Aclimatação: A exposição prolongada a certas condições climáticas pode levar à aclimatação, onde o corpo se adapta gradualmente para funcionar melhor naquele ambiente específico. Por exemplo, as pessoas que vivem em regiões com altas temperaturas podem desenvolver maior tolerância ao calor ao longo do tempo.

  • Mudanças no metabolismo: O metabolismo humano pode ajustar-se em resposta às mudanças no clima e na disponibilidade de recursos. Por exemplo, em ambientes mais frios, o corpo pode aumentar a produção de calor através da termogénese, enquanto em climas quentes pode priorizar a conservação de energia.

  • Mudanças de comportamento: À medida que o clima muda, os nossos comportamentos também mudam para nos adaptarmos. Isto pode incluir mudanças nos hábitos coletivos durante as ondas de calor, o uso de roupas adequadas para proteção contra o frio ou a redução da exposição em situações de ar contaminado (seja por poluição humana ou incêndios).
Ao longo dos anos, o corpo humano demonstrou uma grande capacidade de adaptação a vários climas.

Ao longo dos anos, o corpo humano demonstrou uma grande capacidade de adaptação a vários climas.


A importância da resiliência

Embora o corpo humano tenha a capacidade de se adaptar às alterações climáticas, também existem limites. Além disso, as pessoas em situações vulneráveis, como os idosos, as crianças ou os grupos de baixos rendimentos, terão menos recursos e poderão enfrentar maiores riscos para a saúde.

Resiliência é a capacidade dos seres vivos de se adaptarem a situações adversas.

Resiliência é a capacidade dos seres vivos de se adaptarem a situações adversas.


As sociedades devem levar em consideração a situação dos diferentes grupos vulneráveis ​​para gerar medidas de mitigação desses riscos. Isto inclui investimentos em infraestruturas resistentes às alterações climáticas, melhores sistemas de alerta precoce para condições meteorológicas severas ou programas de saúde pública que abordem riscos específicos para a saúde associados às alterações climáticas.

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